Este guia mostra quanto a Semrush custa de verdade (a etiqueta é de um usuário só), os limites de cada plano, de onde vêm os números de volume de busca que ela exibe, o que a aquisição pela Adobe já produziu e quando faz sentido usar outra coisa.
O que é a Semrush?
É uma plataforma que junta, numa assinatura só, ferramentas que antes exigiam várias: pesquisa de palavras-chave com volume estimado e dificuldade, análise do que os concorrentes ranqueiam, auditoria técnica do site, acompanhamento diário de posições e estimativa de tráfego de qualquer domínio.
O valor dela não está em nenhuma dessas funções isoladamente, e sim em cruzar todas contra o mesmo banco de dados. Descobrir para que termos um concorrente ranqueia, ver quanto tráfego isso rende na estimativa e conferir se o seu site tem página para o mesmo tema é uma sequência de três cliques.
Quem está começando não precisa dela: o guia de ferramentas de SEO mostra o que dá para fazer com o que é gratuito, e o Google Search Console entrega dados do seu próprio site que nenhuma plataforma paga tem.
Quanto custa a Semrush?
A linha atual chama-se Semrush One, e a página oficial declara que todos os valores estão em dólar, sem seletor de moeda e sem geolocalização.
Plano | Mensal | No anual (por mês) | Sites |
|---|---|---|---|
SEO | US$ 139 | US$ 117,33 | 5 |
Starter | US$ 199 | US$ 165,17 | 5 |
Pro+ | US$ 299 | US$ 248,17 | 15 |
Advanced | US$ 549 | US$ 455,67 | 40 |
Fonte: página oficial de preços da Semrush, consultada em 13/09/2026.
A etiqueta esconde o preço real, e é aqui que o orçamento costuma estourar: todos os planos incluem um único usuário. Cada pessoa a mais custa a partir de US$ 45 por mês.

Fonte: calculado a partir da página oficial de preços da Semrush, consultada em 13/09/2026, somando dois usuários adicionais a US$ 45 por mês.
Para um time de três pessoas, o plano de entrada sai por US$ 229 por mês, não 139. E há outras contas que correm por fora:
- Semrush Local: US$ 30 ou US$ 60 por mês, por localidade. Rede com dez lojas multiplica por dez.
- .Trends (Traffic & Market): a partir de US$ 289 por mês, por usuário. É o módulo de análise de tráfego de mercado, e custa mais que o plano de entrada.
- AI Visibility: vendido à parte, também por usuário.
A conta honesta antes de assinar é: quantas pessoas vão entrar, quantas localidades, e se você precisa dos módulos que não vêm no pacote.
Quais são os limites de cada plano?
Os números que determinam se o plano serve para o seu site:
Limite | SEO | Pro+ | Advanced |
|---|---|---|---|
Palavras-chave acompanhadas | 500 | 1.500 | 5.000 |
Páginas de auditoria por mês | 100 mil | 300 mil | 1 milhão |
Resultados por relatório | 10 mil | 30 mil | 50 mil |
Requisições de relatório por dia | 3.000 | 5.000 | 10.000 |
Fonte: base de conhecimento oficial da Semrush para os três primeiros limites, e o FAQ da página de preços para as requisições por dia, ambos consultados em 13/09/2026. Na conta gratuita, o limite é de 10 requisições por dia.
O limite que costuma apertar primeiro é o de palavras-chave acompanhadas. Quinhentas parecem muitas até você perceber que cada variação conta como uma, e que um e-commerce médio tem mais categorias do que isso.
Uma inconsistência que vale saber: a base de conhecimento ainda documenta a nomenclatura antiga (Pro, Guru e Business, com preços de 139,95, 249,95 e 499,95) enquanto a página de vendas já trabalha com a linha nova. Se você encontrar as duas, a página de preços é a que vale.
De onde vêm os dados da Semrush?
Essa pergunta importa porque quase todo relatório de SEO no Brasil apresenta esses números como se fossem do Google.
A própria documentação da Semrush descreve a cadeia: dados de terceiros combinados com histórico de clickstream, processados num cluster de computação, com um modelo aplicado a bilhões de palavras-chave.
Duas consequências que a documentação admite:
- O volume é estimativa, não número oficial do Google.
- Não é segmentado por dispositivo. O total não separa celular de computador.
Nada disso invalida a ferramenta. O uso correto desses números é comparativo: dizer que um termo tem muito mais busca que outro é seguro, e prometer para um cliente que uma página vai receber exatamente 1.300 visitas por mês não é. O guia de pesquisa de palavras-chave trata de como usar isso sem prometer demais.
O que muda com a compra pela Adobe?
A Adobe anunciou o acordo definitivo em 19 de novembro de 2025, por US$ 12,00 por ação, à vista, num negócio de cerca de 1,9 bilhão de dólares. A operação foi concluída em 28 de abril de 2026.
O primeiro produto conjunto já saiu: o Adobe Brand Visibility, lançado em 11 de agosto de 2026, voltado a medir presença de marca nas respostas geradas por IA.
O que isso indica sobre a direção do produto: a aposta é em visibilidade de marca dentro de respostas de IA, e não em rastreamento de posição clássico. É o mesmo movimento que o guia de generative engine optimization descreve do lado da estratégia.
O que ainda não dá para dizer: se os preços mudam, se a ferramenta entra nos pacotes da Adobe, e o que acontece com quem assina só a Semrush. O comunicado de conclusão não repete os termos financeiros nem trata de produto.
Quais são as alternativas?
Pela documentação de cada produto, e a diferença que importa de cada uma:
Ferramenta | Faixa de preço | A diferença objetiva |
|---|---|---|
Ahrefs | US$ 129 a 1.499 (o topo exige compromisso anual) | cobra por créditos de rastreamento, não por assento fixo |
SE Ranking | US$ 129 ou 279 | inclui 3 assentos no plano intermediário; assento extra a US$ 16 |
SISTRIX | € 119 a 799, sem impostos | construída em torno de um índice próprio de visibilidade |
Fonte: páginas oficiais de preços de cada produto, consultadas em 13/09/2026.
Repare no contraste que resolve o problema da seção de preços: o SE Ranking inclui três assentos e cobra US$ 16 pelo quarto, contra US$ 45 da Semrush pelo segundo. Para time pequeno, essa linha muda a conta inteira.
Não conseguimos confirmar os preços da Moz: o site bloqueou o acesso automatizado, e não usamos número que não foi lido na fonte.
Conclusão
A Semrush custa a partir de US$ 139 por mês para uma pessoa, e US$ 229 para um time de três, porque cada usuário extra sai por US$ 45. Os dados de volume que ela exibe são estimativas de modelo, não números do Google, e servem para comparar termos, não para prometer tráfego. Desde abril de 2026 ela é da Adobe, que já lançou uma ferramenta voltada a visibilidade em respostas de IA.
O próximo passo, antes de assinar qualquer coisa, é contar quantas pessoas vão usar e quantas localidades você precisa monitorar. São as duas variáveis que transformam um plano de 139 num de 400 sem que nada apareça na página de preços.




