Este guia explica o que são meta tags, lista as que o Google usa e as que ignora, responde se a meta keywords ainda serve para algo, mostra como escrever a meta description e a meta robots, esclarece quais "meta tags" não são meta tags e ensina a ver as de qualquer página.
O que são meta tags?
"Meta" significa "sobre": meta tags são dados sobre a página, não conteúdo da página. Ficam no <head> do HTML, entre a abertura do documento e o <body>, e têm o formato <meta name="algo" content="valor">. O navegador lê algumas (charset, viewport), os buscadores leem outras (description, robots), as redes sociais leem as de Open Graph.
Um <head> típico de artigo de blog:
1<head>2 <meta charset="utf-8">3 <meta name="viewport" content="width=device-width, initial-scale=1">4 <title>Meta tags: quais existem, quais o Google realmente usa e como escrever cada uma</title>5 <meta name="description" content="Meta tags são as tags do head que descrevem a página...">6 <meta name="robots" content="index, follow, max-image-preview:large">7 <link rel="canonical" href="https://iloveseo.com.br/blog/meta-tags">8</head>
Repare que <title> e <link rel="canonical"> estão no <head> mas não são <meta>. A confusão é comum e a seção sobre o que não é meta tag resolve.
Quais meta tags o Google usa?
A fonte é a documentação do Google Search Central "Meta tags e atributos que o Google entende", atualizada em dezembro de 2025. As dez meta tags suportadas:
Meta tag | O que faz | Precisa? |
|---|---|---|
| Resumo da página; o Google pode usar como snippet | Sim, em toda página |
| Instruções de indexação para todos os buscadores | Só quando quer restringir algo |
| Mesmo que robots, só para o Google | Raramente |
| Diz ao navegador como renderizar em celular; "indica ao Google que a página é compatível com dispositivos móveis" | Sim, em toda página |
| Codificação do texto; UTF-8 recomendado | Sim, em toda página |
| Redireciona depois de x segundos; o Google recomenda 301 no servidor no lugar | Não |
| Marca a página para o SafeSearch | Só em conteúdo adulto |
| Prova ao Search Console que você é dono do site | Uma vez, na home |
| Impede o Google de oferecer tradução | Raramente |
| Impede a leitura em voz alta pelo Google | Raramente |
Fonte: Google Search Central, "Meta tags e atributos que o Google entende", atualizada em dezembro de 2025.
A mesma página lista o que não é suportado: a meta keywords ("não tem efeito nenhum na indexação e no ranqueamento"), o atributo lang (o Google detecta o idioma pelo conteúdo), rel="next" e rel="prev", e a nositelinkssearchbox, que "não é mais usada, já que o recurso não existe mais". Além das meta tags, a documentação cita quatro atributos que o Google lê: href, src, rel e data-nosnippet, este último para excluir trechos do snippet.
Para um site comum, três meta tags são obrigatórias em toda página (charset, viewport, description), uma é ocasional (robots) e as outras seis são para casos específicos.
Meta keywords ainda serve para alguma coisa?
Para o Google, não, e não é novidade. Em setembro de 2009, Matt Cutts, então chefe da equipe de webspam, publicou no blog do Search Central o post "O Google não usa a meta tag keywords no ranqueamento web", com a frase: "o Google não usa a meta tag keywords na nossa busca web". No mesmo post, uma segunda frase que muita gente não conhece: "embora às vezes usemos a meta tag description para os snippets que mostramos, ainda assim não usamos a meta description no nosso ranqueamento".
A documentação atual mantém a posição: a meta keywords "não é usada pela Pesquisa Google e não tem efeito nenhum na indexação e no ranqueamento".
O que sobra: alguns buscadores menores e sistemas de busca interna leem a tag, e alguns CMS a preenchem por padrão. Preenchê-la não prejudica, mas deixa visível no código a lista de termos que você mira, o que é informação de graça para o concorrente. Este blog não a usa.
Como escrever a meta description?
A meta description é a meta tag que a pessoa vê, no snippet do resultado de busca, e por isso a que influencia o clique. A documentação do Google sobre snippets explica o que acontece com ela:
- "Os snippets são criados automaticamente a partir do conteúdo da página", e o Google usa a meta description quando ela "pode dar aos usuários uma descrição mais precisa da página" do que um trecho extraído.
- "Não há limite para o tamanho de uma meta description, mas o snippet é truncado para caber na largura do dispositivo." Ou seja, o corte não é por número de caracteres, é por espaço na tela, e muda entre celular e desktop.
- Cada página deve ter a sua, única e descritiva. Description igual em todas as páginas é o mesmo que nenhuma.
Com que frequência o Google reescreve: um estudo da Ahrefs de outubro de 2020, com 20 mil palavras-chave e 192.656 páginas, encontrou o Google reescrevendo a meta description em 62,8% dos casos (59,7% em buscas amplas, 65,6% em buscas de cauda longa), e 25% das páginas no topo sem meta description nenhuma. Um estudo da Portent de setembro de 2020, com 30 mil palavras-chave, chegou a 71% de reescrita no celular e 68% no desktop.
Fonte: Ahrefs, Michal Pecánek, "Meta description study", 192.656 páginas, outubro de 2020; Portent, Evan Hall, 30 mil palavras-chave, setembro de 2020.
A leitura desses números: a meta description que sobrevive é a que responde a busca melhor do que qualquer trecho da página. A que o Google troca é a genérica. O formato que este blog usa e que o guia de meta description detalha: começar pela definição da keyword, em uma frase completa, e fechar com o que a página entrega, entre 120 e 155 caracteres, uma regra prática da casa para reduzir o corte em celular, sem medição por trás.
Onde preencher sem dev. No WordPress, o campo de meta description fica no painel do plugin de SEO (Yoast, Rank Math) abaixo do editor de cada post; a meta robots também está lá, na aba avançada. Shopify, Wix e Webflow têm os dois campos nas configurações de SEO de cada página.
Como escrever a meta robots?
A meta robots controla o que o Google pode fazer com a página depois de rastreá-la. A documentação da meta tag robots, atualizada em março de 2026, lista as diretivas válidas:
Diretiva | Efeito |
|---|---|
| Não mostrar a página nos resultados |
| Não seguir os links da página |
| Equivale a |
| Não mostrar trecho de texto nem prévia de vídeo |
| Limitar o snippet a n caracteres |
| Tamanho máximo da imagem no resultado; |
| Limitar a prévia de vídeo a n segundos |
| Não indexar as imagens da página |
| Não oferecer tradução |
| Permitir indexar o conteúdo quando embutido em iframe (página dentro de outra página), mesmo com noindex |
| Parar de mostrar a página depois da data |
Fonte: Google Search Central, "Meta tag robots, data-nosnippet e X-Robots-Tag", atualizada em março de 2026.
Duas obsoletas que ainda aparecem em templates: noarchive (a documentação diz que "o recurso de link em cache não existe mais") e nocache. E uma que a documentação confirma que o Google respeita mesmo fora do <head>: a meta robots colocada por engano no <body> continua valendo, o que explica alguns noindex "fantasmas".
As mesmas diretivas funcionam no cabeçalho HTTP X-Robots-Tag, para PDFs e outros arquivos sem HTML. E o data-nosnippet é um atributo, não uma meta tag, que exclui um trecho específico do snippet.
O uso comum é o noindex em páginas que não devem aparecer (login, resultados de busca interna, páginas de agradecimento) e o max-image-preview:large em tudo, para o Discover. O guia de noindex tem os casos e os erros; o de robots.txt explica por que a meta robots só funciona em página que o Google consegue rastrear.
Quais "meta tags" não são meta tags?
Quatro elementos do <head> que os guias chamam de meta tag e não são:
<title>. É uma tag própria, não<meta>. É a fonte principal do título nos resultados, e a que tem esse papel documentado pelo Google. O guia de como escrever títulos cobre.<link rel="canonical">. É um elemento<link>, que aponta a URL principal entre duplicatas. Guia de canonical.<link rel="alternate" hreflang>. Também<link>. Guia de hreflang.- Open Graph (
og:title,og:image). São<meta>, mas compropertyem vez dename, e o Google não as inclui na lista de suportadas; quem as lê são as redes sociais e os aplicativos de mensagem. A exceção documentada: aog:titleé uma das fontes que o Google considera para o título do resultado quando o<title>é ruim.
A distinção importa por um motivo prático: ao procurar "meta tags" no código-fonte, o <title> e o <link> não aparecem, e é fácil concluir que faltam. O mapa completo, com as 15 tags e atributos que o Google lê, está no guia de tags HTML para SEO.
Como ver as meta tags de qualquer página?
Três formas, sem instalar nada:
- Código-fonte. Botão direito na página, "Ver código-fonte" (ou Ctrl+U). As meta tags estão nas primeiras linhas, dentro do
<head>. Ctrl+F por<metalista todas. - Inspeção de URL do Search Console. Para as próprias páginas, a ferramenta mostra a página como o Google a renderizou, o que inclui meta tags inseridas por JavaScript, e informa se a indexação está permitida.
- Extensão de navegador. SEO Meta in 1 Click e Detailed mostram title, description, robots, canonical e Open Graph num painel com contagem de caracteres, para qualquer site.
Para um site inteiro, o Screaming Frog SEO Spider (gratuito até 500 URLs) lista title, description e meta robots de cada página em colunas, com filtros para "faltando", "duplicado" e "acima do tamanho". É o passo de meta tags do guia de auditoria de SEO.
Conclusão
Meta tags são os dados sobre a página no <head>, e o Google lê dez delas: para um site comum, charset, viewport e description em toda página, robots quando há algo a restringir, e as outras seis em casos específicos. A meta keywords não conta desde 2009, e title, canonical e hreflang, que os guias chamam de meta tags, são outras tags. O próximo passo é abrir o código-fonte da sua página principal e conferir se as três obrigatórias estão lá e se a description é única e responde a busca.




