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Tags HTML para SEO: as 15 tags que o Google lê e como usar cada uma

Tags HTML para SEO são as marcações do código de uma página que o Google usa para entender o que ela é: o título, a descrição, os cabeçalhos, os links, as imagens e as instruções de indexação. São 15, e cada uma tem um guia próprio neste blog; este artigo é o mapa que mostra o que cada tag faz e para onde ir para aprofundar.

Ilustração retrô de uma mão retirando um tipo móvel de metal da gaveta compartimentada de um tipógrafo

Este guia responde o que são tags HTML e quais o Google lê, e organiza as 15 que importam em quatro grupos: metadados, estrutura do conteúdo, links e dados para máquinas. Fecha com o que o Google diz sobre HTML semântico e como conferir as tags de uma página sem programador.

O que são tags HTML e o que o Google lê?

HTML é a linguagem de marcação das páginas web, e tag é cada marcação: <title>, <h1>, <a>, <img>. A especificação tem uma lista longa de tags, e boa parte delas serve para layout e comportamento, sem relação com busca. As que o Google lê para entender e classificar a página cabem numa tabela.

A referência é a documentação do Google Search Central "Meta tags e atributos que o Google entende", atualizada em dezembro de 2025. Ela lista dez meta tags suportadas e quatro atributos (href, src, rel, data-nosnippet), e diz de forma explícita o que não conta: a meta tag keywords "não é usada pela Pesquisa Google e não tem efeito nenhum na indexação e no ranqueamento".

A tabela abaixo é o mapa das 15 tags e atributos que importam, com o que cada um faz e o guia deste blog que aprofunda:

#

Tag ou atributo

O que o Google faz com ela

Guia

1

<title>

Fonte principal do título nos resultados

[Como escrever títulos](https://iloveseo.com.br/blog/como-escrever-titles)

2

<meta name="description">

Pode virar o snippet abaixo do título

[Meta description](https://iloveseo.com.br/blog/meta-description)

3

<meta name="robots">

Instruções de indexação (noindex, nosnippet, max-snippet)

[Noindex](https://iloveseo.com.br/blog/noindex)

4

<meta name="viewport">

Renderização em celular, base da avaliação mobile

[Core Web Vitals](https://iloveseo.com.br/blog/core-web-vitals)

5

<meta charset>

Codificação do texto; UTF-8 recomendado

este guia

6

<link rel="canonical">

Qual URL indexar entre duplicatas

[Canonical](https://iloveseo.com.br/blog/canonical)

7

<link rel="alternate" hreflang>

Versão por idioma e país

[Hreflang](https://iloveseo.com.br/blog/hreflang)

8

<h1> a <h6>

Contexto das partes da página; fonte secundária do título

[Heading tags](https://iloveseo.com.br/blog/heading-tags)

9

<img alt>

Descrição da imagem para busca e acessibilidade

[Alt text](https://iloveseo.com.br/blog/alt-text)

10

<a href>

O único link que o Google rastreia

[Link interno](https://iloveseo.com.br/blog/link-interno)

11

rel="nofollow / sponsored / ugc"

Qualificação de links de saída

[Link externo](https://iloveseo.com.br/blog/link-externo)

12

<script type="application/ld+json">

Dados estruturados para rich results

[Dados estruturados](https://iloveseo.com.br/blog/dados-estruturados)

13

<meta property="og:*">

Prévia em redes; og:title é fonte alternativa do título

[Open Graph](https://iloveseo.com.br/blog/open-graph)

14

<html lang>

Não é usado pelo Google para detectar idioma (vale para acessibilidade)

[Hreflang](https://iloveseo.com.br/blog/hreflang)

15

<meta http-equiv="refresh">

Redirecionamento por HTML; o Google recomenda 301 no lugar

[Redirecionamento](https://iloveseo.com.br/blog/redirecionamento-de-url)

Fonte: Google Search Central, "Meta tags e atributos que o Google entende" (dezembro de 2025), "Influenciar os title links" (dezembro de 2025), "Práticas recomendadas de links" e "Gerenciar sites multirregionais" (dezembro de 2025).

O que fica de fora de propósito: <meta name="keywords"> (sem efeito desde 2009, segundo o Google), <meta name="author"> (não está na lista), <strong> e <em> (o Google não documenta peso para negrito e itálico) e as tags de layout.

Quais tags de metadados importam para SEO?

Metadados são o que fica no <head>, invisível na página e visível nos resultados de busca. As sete da tabela, com o essencial de cada uma:

<title>. É o texto da aba do navegador e a fonte principal do título nos resultados. A documentação do Google sobre title links lista as fontes que ele usa quando o <title> é ruim: o título visível na página, o <h1>, o og:title, textos grandes por estilo, textos-âncora dos links que apontam para a página. Um <title> de 50 a 60 caracteres, com a palavra-chave no começo, é a prática deste blog e reduz a chance de o Google reescrever.

<meta name="description">. Não é fator de ranqueamento; a documentação diz que o Google "pode" usá-la como snippet. Quando ela não responde a busca, o Google monta o snippet com um trecho da página. Entre 120 e 155 caracteres, começando pela definição, é o formato que este blog usa.

<meta name="robots">. As diretivas que a documentação da meta tag robots reconhece: noindex, nofollow, none, nosnippet, max-snippet, max-image-preview, max-video-preview, noimageindex, notranslate, indexifembedded, unavailable_after. As mesmas valem no cabeçalho HTTP X-Robots-Tag, para arquivos sem HTML. A tag googlebot faz o mesmo, só para o Google.

<meta name="viewport">. <meta name="viewport" content="width=device-width, initial-scale=1"> diz ao navegador para renderizar a página na largura do dispositivo. Sem ela, o celular mostra a versão de desktop encolhida, e o Google, que avalia a versão mobile, vê uma página ilegível.

<meta charset="utf-8">. Define a codificação do texto. A documentação recomenda UTF-8. Sem ela, acentos podem virar símbolos, e o Google indexa os símbolos.

<link rel="canonical">. Aponta a URL principal entre versões duplicadas. Uma dica para o Google, não uma ordem; o guia de canonical tem os seis casos em que ela resolve.

<link rel="alternate" hreflang>. Liga as versões da página por idioma e país. Exige reciprocidade entre todas as versões.

Quais tags estruturam o conteúdo?

<h1> a <h6>. São os cabeçalhos. O Google usa, nas palavras de John Mueller num vídeo da série #AskGoogleWebmasters de outubro de 2019, "para entender melhor o contexto das diferentes partes de uma página". No mesmo vídeo, Mueller disse que "nossos sistemas não têm problema com múltiplos H1 numa página". O guia de SEO para iniciantes do Google vai além e diz que, "do ponto de vista da Pesquisa Google, não importa se você usa os cabeçalhos fora de ordem", embora a ordem semântica seja "fantástica para leitores de tela".

A prática que este blog segue, mesmo com essa liberdade: um H1 igual ao título, H2 para cada seção principal em forma de pergunta, H3 para subdivisões. Não porque o Google exige, mas porque o leitor e o leitor de tela agradecem, e porque a documentação sobre title links avisa que "pode ser confuso se múltiplos cabeçalhos tiverem o mesmo peso visual e destaque".

<p>, <ul>, <ol>, <table>. Parágrafos, listas e tabelas. O Google não documenta peso para eles, mas são o que o featured snippet (a caixa de resposta no topo dos resultados) recorta: uma lista <ol> bem marcada é o que aparece como lista numerada no topo dos resultados, e uma <table> é o que aparece como tabela. Texto formatado como lista com quebras de linha e traços não é lista para o Google.

<img>. A tag da imagem, com o atributo alt (descrição), src (arquivo) e, para carregamento, loading="lazy" e width/height. O alt é o que a documentação de imagens do Google chama de texto alternativo e usa junto com visão computacional para entender a imagem.

<a href>. A documentação de práticas recomendadas de links do Google diz que "o Google só consegue rastrear o seu link se ele for um elemento <a> HTML com atributo href". Links feitos com <span> e evento de clique, com routerLink sem href ou com javascript: no href podem não ser seguidos. Parece detalhe, mas é um erro conhecido em aplicativos feitos em frameworks JavaScript, e o resultado é um site em que o Google não navega.

rel="nofollow", rel="sponsored", rel="ugc". Qualificam links de saída. A documentação do Google sobre qualificar links de saída define: sponsored para anúncios e links pagos, ugc para conteúdo gerado por usuários (comentários, fóruns), nofollow para quando você não quer associação com a página de destino. Podem ser combinados (rel="ugc nofollow"). Desde o anúncio de setembro de 2019, assinado por Danny Sullivan e Gary Illyes no blog do Search Central, os três "são tratados como dicas" para ranqueamento, e o nofollow virou dica também para rastreamento e indexação a partir de 1º de março de 2020. Dica, não ordem: o Google pode seguir um link nofollow.

rel="noopener". Não é de SEO, é de segurança: em links que abrem em nova aba (target="_blank"), impede que a página de destino controle a de origem. Declarar não custa.

Quais tags falam com máquinas e redes?

Três itens da tabela não são lidos por pessoas nem, no caso de dois deles, pela busca do Google. Existem para outros sistemas:

<script type="application/ld+json">. É o bloco de dados estruturados: um trecho de código no <head>, no vocabulário do Schema.org, que descreve a página para máquinas (este é um artigo, deste autor, nesta data; este é um produto, com este preço). O Google usa para entender a página e, em 25 tipos, para exibir resultados enriquecidos. Como usar: um bloco por página com o tipo principal (Article, Product, LocalBusiness), gerado pelo plugin de SEO ou por um gerador gratuito, e validado no Teste de pesquisa aprimorada. O guia de dados estruturados tem o JSON-LD pronto.

<meta property="og:title"> e as outras og:. As tags Open Graph definem o cartão de prévia do link no WhatsApp, no LinkedIn e nas redes: título, descrição, imagem. O Google não as lista entre as suportadas, com uma exceção: a documentação de title links cita o og:title entre as fontes possíveis do título nos resultados. Como usar: quatro tags obrigatórias (og:title, og:type, og:image, og:url) e uma imagem de 1200 por 630 pixels. O guia de Open Graph cobre o teste em cada rede.

<meta http-equiv="refresh">. Redireciona a página depois de x segundos. O Google reconhece como redirecionamento, mas a documentação recomenda o 301 no servidor no lugar, porque o refresh só é visto depois que a página carrega. Como usar: não use; se não houver acesso ao servidor, é o último recurso. O guia de redirecionamento mostra as alternativas por plataforma.

HTML semântico ajuda no SEO?

HTML semântico é usar as tags que descrevem o papel do conteúdo (<article>, <nav>, <main>, <header>, <footer>, <aside>) em vez de <div> genérica para tudo. A pergunta é se o Google recompensa isso, e a resposta da documentação é direta.

O guia de SEO para iniciantes do Google, na seção sobre coisas em que ele acha que você não deve se concentrar, diz: "a web em geral não é HTML válido, então a Pesquisa Google raramente pode depender dos significados semânticos escondidos na especificação HTML". Ou seja, o Google aprendeu a entender páginas mal marcadas, porque, nas palavras da própria documentação, a web em geral não é HTML válido, e não dá bônus para as bem marcadas.

O que o HTML semântico faz, então:

  • Acessibilidade. Leitores de tela usam <nav> e <main> para pular direto ao conteúdo. É requisito de acessibilidade, não de SEO, e é motivo suficiente.
  • Manutenção. Uma página com <article> e <aside> é uma página em que qualquer pessoa entende o que é conteúdo e o que é barra lateral. Isso reduz erro quando alguém mexe no template.
  • Ferramentas de leitura. O modo de leitura dos navegadores e os sistemas que extraem o conteúdo principal de uma página usam <article> e <main> como pista para separar o texto do menu e da barra lateral.

A conclusão prática: use HTML semântico porque é o jeito certo de marcar uma página, e não espere que o Google pague por isso. O mesmo vale para o atributo lang: a documentação sobre sites multilíngues diz que o Google "não usa nenhuma informação de idioma em nível de código, como atributos lang, ou a URL", e determina o idioma pelo conteúdo visível. O lang serve ao leitor de tela e ao tradutor do navegador.

Como conferir as tags HTML de uma página sem dev?

Três formas, sem instalar nada:

  1. Código-fonte. Em qualquer navegador de desktop, botão direito na página, "Ver código-fonte" (ou Ctrl+U). Use Ctrl+F para procurar <title>, description, canonical, robots, hreflang, og:. É o jeito de ver o que o servidor entregou, antes de qualquer JavaScript.
  2. Inspecionar elemento. Botão direito num trecho da página, "Inspecionar". Mostra o HTML depois do JavaScript rodar, que é o que o Google renderiza. Se uma tag aparece aqui e não no código-fonte, ela é inserida por script, e o Google só a vê depois da renderização.
  3. Extensão de navegador. Extensões como SEO Meta in 1 Click e Detailed listam título, description, headings, canonical, robots e Open Graph num painel, com contagem de caracteres. Para conferir dez páginas, é mais rápido que o código-fonte.

Para conferir um site inteiro, o Screaming Frog SEO Spider (gratuito até 500 URLs, consultado em setembro de 2026) lista todas essas tags por página em colunas, com filtros para "faltando", "duplicado" e "acima do tamanho". É o passo de tags do guia de auditoria de SEO, e o de SEO on page mostra o que fazer com cada achado.

Conclusão

As tags HTML que o Google lê para SEO são 15, divididas em metadados (title, description, robots, viewport, charset, canonical, hreflang), estrutura (headings, listas, imagem com alt), links (o <a href> e os atributos rel) e dados para máquinas (JSON-LD e Open Graph), e a própria documentação do Google diz que ele não depende de HTML semântico nem da ordem dos cabeçalhos. O próximo passo é abrir o código-fonte da sua página principal e conferir as sete tags de metadados na ordem da tabela: a que estiver faltando é a primeira a corrigir.

Perguntas frequentes

A meta tag keywords ainda serve para alguma coisa?

Não para o Google. A documentação de meta tags suportadas diz que ela "não é usada pela Pesquisa Google e não tem efeito nenhum na indexação e no ranqueamento". O Google anunciou isso em setembro de 2009. Preenchê-la não prejudica, mas é tempo perdido, e uma lista de palavras-chave visível no código entrega a estratégia para concorrentes.

Posso ter mais de um H1 na página?

Pode, e o caso em que isso aparece sem ninguém perceber é o tema que coloca o nome do site num <h1> no cabeçalho de todas as páginas: cada artigo passa a ter dois H1, o do site e o do título. O Google não se incomoda, mas a documentação de title links diz que usa "o primeiro <h1> visível" como uma das fontes do título, e nesse caso o primeiro é o nome do site. Vale conferir no código-fonte qual H1 vem antes.

Negrito e itálico ajudam no SEO?

O Google não documenta peso para <strong> e <em> no ranqueamento, e eles não aparecem na lista de tags e atributos suportados. Use negrito para o leitor, nos termos que ele procura ao escanear a página, não para "sinalizar palavra-chave".

O atributo lang influencia em qual país a página aparece?

Não, e há uma consequência prática de o Google ler o idioma pelo conteúdo: uma página em português com o template em inglês (menu, rodapé, botões) pode ter o idioma detectado errado se o texto principal for curto. O lang="pt-BR" não corrige isso; o que corrige é ter conteúdo visível suficiente no idioma certo. O lang fica para leitores de tela e para o tradutor do navegador.

Tags HTML mal fechadas prejudicam o SEO?

Raramente, porque o Google interpreta HTML inválido como os navegadores fazem: corrigindo por conta própria. O risco real é o erro que esconde conteúdo, e o exemplo clássico é uma tag de comentário (<!--) aberta sem fechar, que faz tudo o que vem depois virar comentário invisível. A forma de pegar isso é comparar o código-fonte com a aba "Inspecionar": se o texto existe no código e não aparece na página renderizada, algo o engoliu.

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